quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Lidando com quem erra

Perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei. Jeremias 31:34
Se ele não os atender, então, e só então, o assunto deve ser levado perante o inteiro corpo de crentes. Que os membros da igreja, como representantes de Cristo, unam-se em oração e amoráveis súplicas para que o ofensor seja restaurado. O Espírito Santo falará por meio de Seus servos, pleiteando com o errante para voltar para Deus. O apóstolo Paulo, falando por inspiração, diz: “Como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5:20). Aquele que rejeita essa tentativa realizada em conjunto rompeu o laço que o ligava a Cristo, separando-se assim da sociedade da igreja. Daí em diante, disse Jesus, “considera-o como um gentio e publicano” (Mt 18:17). Entretanto, não se deve olhar para ele como separado da misericórdia de Deus. Não seja desprezado ou negligenciado por seus antigos irmãos, mas tratado com ternura e compaixão, como uma das ovelhas perdidas a quem Cristo ainda está buscando trazer para o aprisco.
As instruções de Cristo quanto ao tratamento dos que estão em erro repetem, de maneira mais específica, o ensino dado a Israel por intermédio de Moisés: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo, e por causa dele, não levarás sobre ti o pecado” (Lv 19:17). Isto é, se alguém negligencia o dever que lhe é imposto por Cristo, de procurar restabelecer os que se acham em erro e pecado, torna-se participante do pecado. Somos tão responsáveis por males que poderíamos ter reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação.
É ao que procedeu mal que nos cumpre apresentar o erro. Não devemos fazer disso assunto de comentários e críticas entre nós; nem mesmo depois de isso ter sido comunicado à igreja, achamo-nos na liberdade de o repetir aos outros. O conhecimento das faltas dos cristãos só servirá de pedra de tropeço para o mundo incrédulo. Demorando-nos sobre essas coisas, só fazemos mal a nós mesmos; pois é pela contemplação que somos transformados. Ao procurarmos corrigir os erros de um irmão, o Espírito de Cristo nos levará a resguardá-lo quanto possível até da crítica dos próprios irmãos, quanto mais de censura do mundo incrédulo. Nós mesmos somos falíveis e necessitamos da piedade e do perdão de Cristo. Da mesma forma que desejamos que nos tratem, Ele nos pede que tratemos uns aos outros (O Desejado de Todas as Nações, p. 441)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Lidando com quem erra

Perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei. Jeremias 31:34
Se ele não os atender, então, e só então, o assunto deve ser levado perante o inteiro corpo de crentes. Que os membros da igreja, como representantes de Cristo, unam-se em oração e amoráveis súplicas para que o ofensor seja restaurado. O Espírito Santo falará por meio de Seus servos, pleiteando com o errante para voltar para Deus. O apóstolo Paulo, falando por inspiração, diz: “Como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5:20). Aquele que rejeita essa tentativa realizada em conjunto rompeu o laço que o ligava a Cristo, separando-se assim da sociedade da igreja. Daí em diante, disse Jesus, “considera-o como um gentio e publicano” (Mt 18:17). Entretanto, não se deve olhar para ele como separado da misericórdia de Deus. Não seja desprezado ou negligenciado por seus antigos irmãos, mas tratado com ternura e compaixão, como uma das ovelhas perdidas a quem Cristo ainda está buscando trazer para o aprisco.
As instruções de Cristo quanto ao tratamento dos que estão em erro repetem, de maneira mais específica, o ensino dado a Israel por intermédio de Moisés: “Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo, e por causa dele, não levarás sobre ti o pecado” (Lv 19:17). Isto é, se alguém negligencia o dever que lhe é imposto por Cristo, de procurar restabelecer os que se acham em erro e pecado, torna-se participante do pecado. Somos tão responsáveis por males que poderíamos ter reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação.
É ao que procedeu mal que nos cumpre apresentar o erro. Não devemos fazer disso assunto de comentários e críticas entre nós; nem mesmo depois de isso ter sido comunicado à igreja, achamo-nos na liberdade de o repetir aos outros. O conhecimento das faltas dos cristãos só servirá de pedra de tropeço para o mundo incrédulo. Demorando-nos sobre essas coisas, só fazemos mal a nós mesmos; pois é pela contemplação que somos transformados. Ao procurarmos corrigir os erros de um irmão, o Espírito de Cristo nos levará a resguardá-lo quanto possível até da crítica dos próprios irmãos, quanto mais de censura do mundo incrédulo. Nós mesmos somos falíveis e necessitamos da piedade e do perdão de Cristo. Da mesma forma que desejamos que nos tratem, Ele nos pede que tratemos uns aos outros (O Desejado de Todas as Nações, p. 441).

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O dever da igreja

Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus. 1 Timóteo 4:6
O  Espírito Santo é o sopro da vida espiritual na alma. A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. Reveste o que o recebe com os atributos de Cristo. Apenas os que são assim ensinados por Deus, os que possuem a operação interior do Espírito, em cuja vida se manifesta a vida de Cristo, devem-se colocar como homens representativos para servir em favor da igreja.
“Aqueles a quem perdoardes os pecados”, disse-lhes Cristo, “são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos” (Jo 20:23, ARC). Cristo não dá aqui permissão para qualquer pessoa julgar a outros. No Sermão do Monte, Ele proíbe essa atitude. É uma prerrogativa de Deus. Sobre a igreja em sua qualidade de corpo organizado, porém, Ele coloca uma responsabilidade para com os membros individuais. A igreja tem o dever, para com os que caem em pecado, de advertir, instruir e, se possível, restaurar. “Quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta”, diz o Senhor, “com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4:2). Lide fielmente com os que fazem mal. Advirta qualquer pessoa que se ache em perigo. Não deixe que ninguém engane a si mesmo. Chame o pecado pelo seu verdadeiro nome. Declare o que Deus disse com relação à mentira, à transgressão do sábado, ao roubo, à idolatria e a todos os outros males. “Não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5:21). Se eles persistirem no pecado, o juízo que tiver declarado segundo a Palavra de Deus é sobre eles proferido no Céu. Preferindo pecar, renunciam a Cristo; a igreja deve mostrar que não sanciona seus atos, do contrário, ela própria desonra ao Senhor. Deve dizer a respeito do pecado o mesmo que declara o Senhor. Trate o pecado segundo as instruções divinas, e sua ação será ratificada no Céu. Aquele que desdenha a autoridade da igreja, na verdade, despreza a autoridade do próprio Cristo.
Há, porém, na questão, um aspecto mais feliz. “Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados” (Jo 20:23, ARC). Seja, acima de tudo, conservado esse pensamento. No trabalho em prol dos que se acham em erro, dirija todo olhar para Cristo. […]
Seja o arrependimento do pecador aceito pela igreja com coração agradecido. Conduza-se o arrependido da treva da incredulidade para a luz da fé e da justiça. Coloque-se sua trêmula mão na amorável mão de Jesus. Essa remissão é ratificada no Céu (O Desejado de Todas as Nações, p. 805, 806).

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Vazio de si mesmo

Convém que Ele cresça e que eu diminua. João 3:30.
Olhando com fé para o Redentor, João erguera-se às alturas da abnegação. Não buscava atrair as pessoas a si mesmo, mas erguer-lhes o pensamento mais e mais alto, até que repousasse no Cordeiro de Deus. Ele próprio não passara de uma voz, um clamor no deserto. Agora, aceitava com alegria o silêncio e a obscuridade, para que os olhos de todos se voltassem para a Luz da vida.
Os que são fiéis à vocação de mensageiros de Deus não buscarão honra para si mesmos. O amor ao próprio eu será absorvido pelo amor a Cristo. Nenhuma rivalidade manchará a preciosa causa do evangelho. Reconhecerão que sua obra é proclamar, como João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). Exaltarão a Jesus e, com Ele, será a humanidade exaltada. “Assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57:15).
O coração do profeta, vazio de si mesmo, encheu-se da luz divina. Ao testificar da glória do Salvador, suas palavras eram quase iguais às do próprio Cristo em Sua entrevista com Nicodemos. João disse: “Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da Terra é terreno e fala da Terra; quem veio do Céu está acima de todos. […] Pois o enviado de Deus fala as palavras dEle, porque Deus não dá o Espírito por medida” (Jo 3:31, 34). Cristo pôde dizer: “Não procuro a Minha vontade, e sim a dAquele que Me enviou” (Jo 5:30). DEle é dito: “Amaste a justiça e odiaste a iniquidade” (Hb 1:9). […]
O mesmo se dá quanto aos seguidores de Cristo. Só podemos receber da luz do Céu à medida que formos voluntários em nos esvaziar do próprio eu. Não podemos discernir o caráter de Deus nem aceitar a Cristo pela fé, a menos que consintamos em levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo. A todos quantos assim fazem, o Espírito Santo é dado sem medida (O Desejado de Todas as Nações, p. 179-181).

domingo, 30 de julho de 2017

Efeitos da gratidão e do louvor

O temor do Senhor é fonte de vida. Provérbios 14:27
Nada promove mais a saúde do corpo e da mente do que um espírito de gratidão e louvor. É um claro dever resistir à melancolia, às ideias e sentimentos de descontentamento – dever tão grande como é orar. Se nos destinamos ao Céu, como poderemos ir qual bando de lamentadores, gemendo e queixando-nos por todo o caminho rumo à casa de nosso Pai?
Os professos cristãos que estão sempre se queixando, e que parecem julgar que a alegria e a felicidade são um pecado, não possuem genuína religião. Os que encontram um funesto prazer em tudo que é melancolia no mundo natural; que preferem olhar às folhas mortas em vez de colher as belas flores vivas; que não veem beleza nas elevações das grandes montanhas e nos vales revestidos de luxuriante verdor; que fecham os sentidos à jubilosa voz que lhes fala na natureza e é doce e harmoniosa ao ouvido atento – estes não estão em Cristo. Estão colhendo para si mesmos tristezas e sombras, quando poderiam ter esplendor, o próprio Sol da Justiça surgindo-lhes no coração e trazendo saúde em Seus raios.
Seu espírito ficará frequentemente abatido por causa do sofrimento. Então, tente não pensar. Saiba que Jesus o ama. Ele compreende sua fraqueza. Pode fazer Sua vontade com o simples repousar em Seus braços.
É uma lei da natureza que nossas ideias e sentimentos sejam animados e fortalecidos ao lhes darmos expressão. Embora as palavras exprimam pensamentos, também é verdade que os pensamentos seguem as palavras. Se exprimíssemos mais a nossa fé e nos alegrássemos mais nas bênçãos que sabemos possuir – a grande misericórdia e o amor de Deus – teríamos mais fé e maior alegria. Língua alguma pode traduzir, nenhuma mente pode conceber a bênção que resulta de apreciar a bondade e o amor de Deus. Mesmo na Terra, podemos fruir alegria como uma fonte inesgotável, porque se nutre das correntes que emanam do trono de Deus.
Eduquemos, pois, o coração e os lábios a entoar o louvor a Deus por Seu incomparável amor. Eduquemos a mente a ter esperança, e a permanecer na luz que irradia da cruz do Calvário. Nunca devemos nos esquecer de que somos filhos do Rei celestial, filhos e filhas do Senhor dos Exércitos. É nosso privilégio manter um calmo repouso em Deus (A Ciência do Bom Viver, p. 251-253).

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Aliste-se no exército de Cristo


Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos. Apocalipse 7:9
Por serem filhos e filhas de Deus, os cristãos precisam lutar para alcançar o elevado ideal a eles apresentado pelo evangelho. Não devem se contentar com nada menos que a perfeição. […]
Torne a santa Palavra de Deus seu objeto de estudo, introduzindo em sua vida os santos princípios divinos. Ande diante de Deus em mansidão e humildade, corrigindo diariamente suas faltas. Não permita que o orgulho egoísta o separe de Deus. Não acaricie o sentimento de elevada supremacia, julgando-se melhor que os outros. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10:12). Paz e descanso sobrevirão quando você levar sua vontade em sujeição à de Cristo. Então o amor de Cristo reinará no coração, subjugando ao Salvador as fontes secretas de ação. O temperamento precipitado, facilmente despertado, será sensibilizado e subjugado pela unção da graça de Cristo. A sensação de que os pecados foram perdoados traz paz que excede todo entendimento. Segue-se um ávido esforço para vencer tudo aquilo que se opõe à perfeição cristã. A dissensão desaparecerá. Aqueles que, no passado, encontravam defeito nos outros a seu redor verão que falhas muito maiores existem no próprio caráter.
Há pessoas que ouvem a verdade e se convencem de que viviam em oposição a Cristo. Sentem a condenação e se arrependem de suas transgressões. Confiando nos méritos de Cristo, exercem fé verdadeira nEle e recebem o perdão pelos pecados. À medida que cessam de fazer o mal e aprendem a fazer o bem, crescem na graça e no conhecimento de Deus. Veem que precisam se sacrificar a fim de separar-se do mundo. Depois de calcular o preço, consideram tudo como perda a fim de ganharem a Cristo. Alistam-se no exército de Jesus. A luta está diante deles, e nela se engajam com bravura e alegria. Combatem suas inclinações naturais e seus desejos egoístas, levando a vontade própria em sujeição à de Cristo. Diariamente pedem graça ao Senhor para Lhe obedecer. Assim são fortalecidos e ajudados. Essa é a verdadeira conversão. Em grata e humilde submissão, aqueles que receberam um novo coração confiam no auxílio de Cristo. Revelam na vida os frutos da justiça. No passado, amavam a si mesmos. Os prazeres mundanos eram seu deleite. Agora o ídolo é destronado, e Deus reina com supremacia (Mensagens aos Jovens, p. 73, 74).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O ideal de Deus


Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Romanos 8:14
A obediência fiel aos requerimentos divinos terá uma influência surpreendente para enlevar, desenvolver e fortalecer todas as nossas faculdades. Aqueles que, durante a juventude, dedicam-se ao serviço de Deus tornam-se pessoas de julgamento sensato e discernimento aguçado. Como haveria de ser diferente? A comunhão com o maior Mestre que o mundo já conheceu não apenas fortalece o entendimento, ilumina a mente e purifica o coração, mas enaltece, refina e enobrece o ser inteiro. “A revelação das Tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples” (Sl 119:130). […]
Deus fará uma grande obra pela juventude se, com o auxílio do Espírito Santo, receberem Sua Palavra no coração e lhe obedecerem ao longo da vida. A todo instante, o Senhor procura atraí-los para Si, a Fonte de toda sabedoria, bondade, pureza e verdade. A mente que se ocupa de temas elevados torna-se nobre. […]
Quando a graça divina toma posse do coração, reconhece-se que as tendências herdadas e cultivadas para o mal devem ser crucificadas. Uma nova vida, sob novo controle, precisa começar na alma. Tudo que se faz deve ser feito para a glória de Deus. Essa obra inclui tanto o ser exterior quanto o interior. O ser todo, o corpo, a mente e o espírito, deve se sujeitar a Deus, para ser por Ele usado como um instrumento de justiça.
O homem e a mulher não estão naturalmente sujeitos à lei de Deus, nem poderiam, por si sós, estar. Pela fé, porém, aqueles que foram renovados vivem, todos os dias, a vida de Cristo. Mostram, dia após dia, que reconhecem ser propriedade de Deus.
Corpo e mente pertencem a Deus. Ele deu Seu Filho para redenção do mundo e, por causa disso, recebemos uma nova vida, um período de graça para desenvolver um caráter de perfeita lealdade. Deus nos redimiu da escravidão do pecado e tornou possível termos uma vida regenerada e transformada.
O selo de Deus está sobre nós. Ele nos comprou e deseja nos lembrar de que nossos poderes físicos, mentais e morais Lhe pertencem. Tempo e influência, razão, afeto e consciência – tudo isso é de Deus e só deve ser usado em harmonia com Sua vontade. Não podem ser empregados de acordo com a direção do mundo (Mensagens aos Jovens, p. 65, 66, 68, 69).

Lidando com quem erra

Perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei. Jeremias 31:34 Se ele não os atender, então, e só então, o assun...